O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) ironizou as críticas feitas pelo governador Mauro Mendes (DEM) a respeito das ações adotadas na Capital para conter o avanço da Covid-19 (novo coronavírus).

Na avaliação de Mendes, Cuiabá agiu de forma precipitada ao fechar as atividades comerciais quase que em sua totalidade tão logo surgiram os primeiros casos da doença e reabri-las agora que há um aumento expressivo no número de notificações.

“Pelo visto o único que sabia a fórmula do sucesso, a fórmula de como combater a pandemia era Mauro Mendes, o professor de Deus, o iluminado”, disparou o prefeito.

“Não sei porque as autoridades sanitárias e os chefes das nações do planeta não o procuraram, porque só ele sabia como agir”, emendou Emanuel.

Não sei porque as autoridades sanitárias e os chefes das nações do planeta não o procuraram, porque só ele sabia como agir

As declarações foram dadas na manhã desta terça-feira (2), em entrevista à Rádio Mega FM, em mais um novo capítulo do embate travado entre o prefeito e o governador.

Eles, que já vinham em uma relação desgastada há mais de um ano, acentuaram os desentendimentos em meio à pandemia.

As justificar as medidas adotadas na Capital, o prefeito Emanuel Pinheiro afirmou que agiu seguindo parâmetros e recomendações da Organização Mundial da Saúde e do próprio Ministério da Saúde, à época comandado pelo ministro Henrique Mandetta.

“Se eu fosse seguir a linha do governador aí sim nós tínhamos perdido o controle da situação. Me pautei como qualquer gestor responsável se pautou naquele momento diante de um inimigo oculto. Estamos numa pandemia, não se pode agir no achismo. Você tem que se pautar por especialistas e informações técnico-cientificas”, afirmou o prefeito.

Emanuel disse que as ações feitas na Capital – incluindo o fechamento das atividades – foi uma forma de achatar a curva de contaminação da doença, evitando uma proliferação rápida do vírus ao passo em que os leitos para receber pacientes eram preparados pelo Município.

Não fosse adotada tal estratégia, segundo Emanuel, Cuiabá corria o risco de chegar ao patamar de cidades como Belém (PA), Fortaleza (CE), Manaus (AM), que tiveram um crescimento da doença de forma desenfreada, sem capacidade hospitalar para atender as pessoas infectadas.

“Imagine como estaria Cuiabá se tudo estivesse funcionando normalmente desde o primeiro caso. Não improvisamos, não trabalhamos com achismo, porque jamais seremos levianos e irresponsáveis com a saúde da população”, disse.

“Se fizéssemos o que o governador está propondo, sem nenhum esforço para achatar a curva e esperássemos o caos explodir para agir…. Deus que me perdoe, ver a população morrer na porta dos hospitais. Graças a Deus não seguimos essa lógica simplista e irresponsável que o governo agora prega”, concluiu.

MidiaNews

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