Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 30, das 52 ocupações irregulares estimadas em Mato Grosso, estavam até o ano passado a mais de dois quilômetros de hospitais. Três deles (Capão Grande, em Várzea Grande e Jardim Umuarama e Altos da Serra, em Cuiabá) ) ficavam a mais de cinco quilômetros. Além disto, a dificuldade de isolamento aumenta a chance de proliferação do novo coronavírus.

As populações dessas comunidades vivem sob condições socioeconômicas, de saneamento e de moradias precárias. Como agravante, muitos aglomerados subnormais possuem uma densidade de edificações extremamente elevada, o que dificulta o isolamento social e pode facilitar a disseminação do Covid 19.

Em relação a unidades básicas de saúde, a maioria dos aglomerados subnormais (37) está próxima, a menos de um quilômetro, de uma. Os dados têm como base o levantamento Aglomerados Subnormais: Classificação preliminar e informações de saúde para o enfrentamento à Covid-19.

De acordo com o estudo, Mato Grosso tinha 22.429 domicílios ocupados em aglomerados subnormais em 2019, ou 1,99% do total, sendo o quarto estado com menos residências nessas áreas. O estado tinha 52 aglomerados subnormais: um em Cáceres, 40 em Cuiabá, 4 em Rondonópolis, um em Sinop e 6 em Várzea Grande.

Na capital, segundo a pesquisa, eram 19.478 domicílios ocupados nos 40 aglomerados subnormais no ano passado. Em relação ao total de casas habitadas na cidade, a taxa foi de 9,74%. Foi a oitava capital com menos residências em aglomerados subnormais.

O país tem quase dois terços (64,93%) dos aglomerados subnormais localizados a menos de dois quilômetros de distância de hospitais. A maioria dessas localidades (79,53%) também está próxima, a menos de um quilômetro, de unidades básicas de saúde.

De acordo com a estimativa, em 2019, havia 5.127.747 de domicílios ocupados em 13.151 aglomerados subnormais no país. Essas comunidades estavam localizadas em 734 municípios, em todos os estados do país, incluindo o Distrito Federal.

Dos 13.151 aglomerados subnormais do país, somente 827 (6,29%) estavam a mais de cinco quilômetros de unidades de saúde com suporte de observação e internação. O restante fica bem mais próximo de um hospital. O coordenador de Geografia e Meio Ambiente do IBGE, Cláudio Stenner, observa, contudo, que a pesquisa não investigou se as unidades de saúde próximas de aglomerados possuem estrutura para atendimentos relacionais à Covid-19.

O gerente geral de Geografia do IBGE, Cayo Franco, observa que esse levantamento não apresenta toda a dimensão da vulnerabilidade no país, mas boa parte dela. “Há bairros pobres que não foram classificados como aglomerados subnormais, seja porque os moradores possuem a posse da terra ou alguns serviços de saúde e saneamento. O que apresentamos aqui é uma dimensão da vulnerabilidade, no caso, os mais vulneráveis dos vulneráveis”, encerrou.

O IBGE define como aglomerado subnormal a forma de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia – públicos ou privados – para fins de habitação em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas com restrição à ocupação.

A pesquisa apresenta, além das distâncias entre as comunidades e unidades de saúde, o mapeamento preliminar e a estimativa de domicílios ocupados nos aglomerados subnormais. As informações, produzidas para o próximo Censo Demográfico, adiado para 2021 em função da pandemia, foram cruzadas com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde

Números em MT

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (20.05), 1.090 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 32 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Os casos confirmados estão em Cuiabá (334), Rondonópolis (99), Várzea Grande (94), Barra do Garças (61), Primavera do Leste (44), Lucas do Rio Verde (41), Tangará da Serra (40), Sinop (32), Sorriso (31), Rosário Oeste (30), Confresa (26), Peixoto de Azevedo (20), Cáceres (19), Nova Mutum (17), Jaciara (17), Querência (14), Alta Floresta (10), Tapurah (9), Pontes e Lacerda (9), Mirassol D’Oeste (8), Jangada (7), Chapada dos Guimarães (7), São Pedro da Cipa (6),  São José dos Quatro Marcos (6), Vila Rica (5), Aripuanã (5), Pontal do Araguaia (4), Curvelândia (4), Campo Verde (4), Poconé (3), Nova Ubiratã (3), Nova Lacerda (3), Ipiranga do Norte (3), Guarantã do Norte (3), Conquista  D’Oeste (3), Campo Novo do Parecis (3), Água Boa (3), Vila Bela da Santíssima Trindade (2), Vale de São Domingos (2), Rondolândia (2), Rio Branco (2), Poxoréo (2), Juscimeira (2), Cotriguaçu (2), Canarana (2), Alto Araguaia (2), Acorizal (2), União do Sul (1), Sapezal (1), São José do Xingu (1), São José do Povo (1), São Felix do Araguaia (1), Santo Antônio de Leverger (1), Santa Rita do Trivelato (1), Ribeirão Cascalheira (1), Porto Alegre do Norte (1), Ponte Branca (1), Novo Mundo (1), Nova Xavantina (1), Nova Olímpia (1), Nova Monte Verde (1), Nossa Senhora do Livramento (1), Nobres (1), Lambari D’Oeste (1), Jauru (1), Campos de Júlio (1), Bom Jesus do Araguaia (1), Alto Paraguai (1), Alto Garças (1), Alto Boa Vista (1), e residentes de outros Estados (21).

OLHARDIRETO

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