Pais de bebês e crianças de até sete anos podem ter dificuldade de encontrar doses da vacina Pentavalente e DTP Tríplice Bacteriana, que atua como reforço dela, cujas doses são ministradas nesta faixa etária. Protegem contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e gripe com potencial letal.

As duas estão em falta ou com estoque muito reduzido nos postos de saúde de Cuiabá. O problema surgiu após órgãos de controle e vigilância sanitária, do Governo Federal, barrar as vacinas por falta de qualidade.

A reportagem do  entrou em contato com três postos de saúde da Capital.

No CPA IV, o setor de enfermagem informa que falta a Pentavalente, assim como em todo o Brasil, mas que deve receber, nesta quinta (10), mais doses. Já a DTP está em falta, mas a profissional informou que pode ser substituída por outra, a DTPa, que tem no estoque.

Na Cidade Alta, as duas estão em falta. Posto de saúde informou que a Prefeitura deve entregar novas doses na próxima segunda (14). Porém em quantidade pequena.

Já no Jardim Leblon, tem as duas vacinas. Doses da Pentavalente chegaram inclusive nesta quarta (9). Mas, como na Cidade Alta, em pequenas quantidades. E a DTP também tem em estoque.

Na rede privada, as vacinas custam em torno de R$ 300, cada dose.

Outro lado

Ao , a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá informou que “o Ministério da Saúde não repassou as doses da vacina DTP, bem como da Pentavalente, por isso estão em falta”. “A falta de repasse atinge todo o país. Estimativa de regularização do órgão federal é para outubro”, diz trecho de informe.

O Ministério da Saúde (MS), porém, aponta o mês de novembro para que abastecimento da pentavalente volte à normalidade. Em nota enviada a reportagem, assegura que enviou mais de 6,5 mil doses, somente em setembro, para Mato Grosso. Ressalta que “não há situação de emergência do país para as doenças cobertas” pelas vacinas e que “os estoques atuais da vacina são suficientes para atender a população”.

Esclarece também que o abastecimento está parcialmente suspenso desde julho deste ano, pois os lotes foram reprovados em testes de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). “Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios”.

Como não é produzida no país, o Governo Federal compra a vacina por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), onde já foi pedida uma nova reposição. Foram 6,6 milhões de doses compradas e começou a chegar, em agosto, de forma escalonada. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. Segundo o MS, a demanda brasileira atualmente é de 800 mil doses mensais.

“Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las”, aponta.

Sobre a vacina DTP, o MS informou que enviou 42 mil doses a Mato Grosso somente neste ano. Aponta que a distribuição “foi reduzida” em todo o país por problemas na conservação térmica durante o transporte. “A Anvisa aguarda parecer da OPAS para avaliar a liberação do produto. Assim que as doses estiverem disponíveis, a distribuição será regularizada”, destaca.

Para que servem as vacinas

A Pentavalente é uma das primeiras vacinas que um recém-nascido recebe na vida. Devem tomar três doses dentro do primeiro ano após o nascimento: a primeira aos 2 meses de vida, a segunda em 4 e a terceira em 6. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta.

Após a criança completar um ano e 3 meses de idade, ela passa a receber o reforço da DTP Tríplice Bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. É indicada para menores de até 7 anos de idade.

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