Após cerca de 65% dos funcionários dos Correios terem retornado ao trabalho nesta sexta-feira (13/09/2019), contrariando determinação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maurício Godinho Delgado de que esse contingente deveria ser de 70%, a empresa vai entrar, junto ao tribunal, com petição de descumprimento de decisão judicial contra as representações sindicais.

Segundo uma fonte dos Correios, ao contrário que se comprometeram na audiência de conciliação no TST, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (12/09/2019), a Federação Interestadual dos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) estimularam a manutenção da greve.

Alegando a “minimização dos impactos da paralisação”, os Correios aceitaram a proposta de encaminhamento do TST. A empresa, no entanto, exigiu o fim do movimento grevista.

De fato, as representações sindicais nos estados estão firmes na decisão de manter a paralisação. Assembleia em Curitiba decidiu por continuar a greve e realizar nova assembleia na próxima terça-feira (17/09/2019). Na ocasião, foram sugeridas ações para bloqueio dos portões do Complexo Operacional de Curitiba dos Correios na segunda-feira (16/09/2019).

A direção nacional dos Correios já relatou ao comando da Polícia Militar de Curitiba sobre esse posicionamento dos sindicatos.

Assembleias
Em Santa Catarina, foi deliberada a continuidade da greve, com assembleia na terça, para votar a proposta do TST. Em assembleia, Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (SINTECT-AL) também decidiu pela continuidade da mobilização e os sindicatos e trabalhadores se reunião, também na terça, para votação da proposta do tribunal e a possibilidade de retorno ao trabalho a partir de quarta-feira (18/09/19).

Em Maringá (PR), os sindicalistas decidiram, em assembleia, pelo o retorno ao trabalho na segunda-feira.

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