A oferta global de chocolate está sendo ameaçada por novos patógenos agressivos e mudanças climáticas, e é estimado que até 2050 as sementes de cacau usadas para fazer chocolate podem desaparecer ou a sua disponibilidade pode ser drasticamente reduzida. Nesse contexto, uma coalizão de 1.600 fazendeiros lançou uma linha de barras de chocolate que promovem organismos transgênicos e engenharia genética como forma de produzir mais chocolates e evitar que a oferta global se esgote.

A oferta global de chocolate está diminuindo e à medida que nosso gosto por esse doce começa a superar a produção de cacau, as principais empresas de chocolate como Mars Inc. e Barry Callebaut esperam ver um déficit na indústria de quase 2 bilhões de quilos de chocolate até 2030. E para 2050, as sementes de cacau usadas para fazer chocolate podem ser extintas.

Enquanto os agricultores lutam para acompanhar a demanda, a Bloomberg informa que o preço do chocolate continua subindo, fazendo com que produtos populares sejam mais caros. As empresas que querem manter os custos baixos tiveram que sacrificar o sabor de seus produtos. Em 2014, Mark Schatzker, da Bloomberg, previu que o chocolate poderia seguir o caminho de alimentos como frango e morangos, que perderam um pouco do seu sabor na busca pela demanda.

Embora as barras, conhecidas como Ethos Chocolate, não contenham cacau geneticamente modificado (ou transgênico), um ingrediente que ainda está sendo desenvolvido e testado, contém açúcar derivado de beterrabas transgênicas. De acordo com a principal cientista da A Fresh Look, Rebecca Larson, é a primeira vez que um grupo de agricultores se reúne para adotar a tecnologia de OGMs, criticada por ambientalistas.

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