A abertura da exposição ‘Da sonoridade à cor – O que sabemos de João Pedro Arruda?’ acontece nesta quarta-feira (10), a partir das 20h, no Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A mostra traz telas, desenhos e documentos inéditos, além de um documentário e trilhas musicais que inspiravam o artista.

Localizada na sala Aline Figueiredo, a exposição permanece aberta ao público até o dia 30 de agosto. A curadoria é de Jeff Keese, Ruth Albernaz, Rubens Florêncio, Thania Arruda e Luis Marchetti.

“Concerto em memória”, o documentário que será apresentado, contém depoimentos de familiares e amigos, integrando música, audiovisual, jornalismo e artes plásticas. Seu objetivo é apresentar aos visitantes um histórico do artista contado por familiares, ex-aluno e amigos. Os depoimentos levam em conta momentos domésticos, situações familiares e curiosidades sobre João Pedro.

A obra tem 70 minutos de duração, e é dividida em depoimentos intercalados por músicas resgatadas do acervo de LPs do artista, apresentadas em um toca-discos, e algumas capas de discos.  Sua execução tem também a ideia de apresentar o artista a novas gerações e sensibilizar os colecionadores, proprietários de seus desenhos, fotografias e telas sobre a importância da conservação e recuperação destas obras. Ele será exibido com repetição permanente na exposição.

João Pedro Arruda nasceu em Cuiabá em 1935, e começou a pintar as paredes e chão de sua casa aos dez anos, usando carvão, guache e alguma tinta e óleo. Em 1951, mudou-se com a família para Curitiba, onde frequentou a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e o Ateliê do professor e pintor ítalo-brasileiro Guido Pellegrino Viaro. 

Entre 1957 e 1960, estudou na Écolle Nationale Supérieuri des Beaux-arts, em Paris, na França, e voltou ao Brasil para realizar sua primeira exposição individual na Biblioteca do Paraná. Na mesma época, apresentou sua obra no Teatro Nacional de Brasília a convite da então Primeira-dama, Eloá Quadros. 

Em 1962, após morar por um período com o pai – Nilo Ponce de Arruda, em Poconé – e encantar-se com a natureza pantaneira que incorpora em suas telas, começou a pintar retratos em Cuiabá, e a partir de 1966 começou a participar de diversas exposições em Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Vitória, Manaus, Blumenau, Brasília e Rio de Janeiro, além de Salões de Arte em Piracicaba, Campinas e Ribeirão Preto. 

O artista atuou também como fotógrafo e colunista dos jornais “Social-Democrata” e “Estado de Mato Grosso” entre as décadas de 1960 a 1990. Em 1994, foi premiado pelo Salão Jovem Arte de Mato Grosso e expôs em Ferrara, na Itália, onde recebeu o Prêmio Ricordo “Don Verità”.

Em 2003 e 2004, participou do projeto Panorama das Artes Plásticas em Mato Grosso no Século XX. Em 2013, foi homenageado pelo Salão de Artes de Mato Grosso com a exposição – “João Pedro Arruda – o mito das artes em Mato Grosso”. O artista faleceu neste mesmo ano, em 07 de julho.

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