O PSDB volta a perder quadros e força política tanto no Estado quanto em âmbito nacional. Amargou fragorosamente, entre outras, duas derrotas majoritárias. Seus candidatos Geraldo Alckmin, à Presidência, e Pedro Taques, à reeleição, saíram das urnas muito menores do que entraram. Foram fiasco eleitoral, personagens de um enredo que expõe a rejeição destes e também do PSDB.

O ex-governador de São Paulo ficou em 4º lugar, sendo barrado logo no 1º turno. Em solo mato-grossense, o governador Taques, primeiro da história a perder à reeleição, foi o terceiro colocado. Nem pareceu aquele gigante eleitoral de 2014, que ganhou o Palácio Paiaguás no primeiro turno com 57,25%, com mais de 800 mil votos. Fora do poder e bastante desgastado, a liderança de Taques, a partir de janeiro, caberá numa caixa de fósforos.

A bancada tucana na Assembleia, que já chegou a ter 9 deputados na época do Governo Dante, também diminuiu. No início da campanha deste ano já tinha perdido Baiano Filho, ficando com dois, os reeleitos Guilherme Maluf e Wilson Santos. Dos 24 parlamentares que tomam posse em fevereiro, o tucanato só terá esses dois assentos.

E o PSDB fica sem representatividade na bancada federal de MT, composta por 8 deputados e 3 senadores. O único tucano hoje no bloco, deputado Nilson Leitão, numa disputa em que estavam em jogo duas poltronas de senador, terminou na quinta colocação.

Em 2002, sob Dante no Paiaguás, o tucanato tinha 55 dos 141 prefeitos. Depois, fora do poder regional, sofreu tantas baixas que, em 2012, uma década depois, a legenda tucana só contava com 5 chefes de executivos municipais. Hoje, são 38. Mas a tendência é de, a partir de 2019, com Mauro Mendes (DEM) na cadeira de governador, muitos desses prefeitos tucanos voarem para outras legendas. De novo, o PSDB, que chegou duas vezes ao comando do Estado com dois líderes advindos do PDT, terá de recomeçar da estaca zero.

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